Quinta-feira, 6 de Novembro de 2008
...

Havia o tipo do sorriso cor de café que tinha um fraquinho por todas as míudas que ali entravam, e o outro que perguntava sempre: - Então hoje não se ri. E ela ria. - Ah, assim tá melhor! E ainda o outro que tinha menos dez centrimetros que todos, e que nos olhava com ar de quem tinha a culpa. E havia mais, uns que já nem lá estavam, como o magrinho feioso, estranhamente sensual.

Eram cinco minutos, tantos dias, e podiam-se contar histórias intermináveis de momentos insignificantes, o importante não interessava nada falar.

E hoje vinha-lhe à memória a musíca:

"agora pára de fazer  sentido

não vês que assim estás a pisar fora da estrada

vê se agora páras de fazer sentido

não vês que nada nos dirá mais do que nos diz nada

se eu largar eu vou sentir a tua falta"



publicado por agoraeu às 11:30
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008
...
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive.

 

Ricardo Reis

 

Ao heterónimo e ao homónimo



publicado por agoraeu às 10:51
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 6 de Junho de 2008
I'd Rather Dance With You

"...

The music's too loud
and the noise from the crowd
increases the chance of misinterpretation.
So let your hips do the talking.
I'll make you laugh by acting like the guy who sings,
and you'll make me smile by really Getting into the swing.

..."

kings of convenience



publicado por agoraeu às 16:34
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 13 de Março de 2008
32 e a estatística próxima

3 em 12 continuam solteiros, 3 em 12 estão divorciados, 3 em 12 têm relações estáveis mas ainda não pensam em ter filhos, 3 em 12 têm relações estáveis e têm filhos

depois da PGA a grande luta da geração rasca foi o tal direito à felicidade, no lado oposto falta-nos o mérito das gerações anteriores, a preservação do amor

 



publicado por agoraeu às 23:15
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 12 de Março de 2008
...

"...

It takes fightin’ day and night
to make such a good thing die

..."

(arcade fire)




publicado por agoraeu às 15:23
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008
...

não sei se é um ciclo vicioso ou um dado viciado

mas continuo a vir aqui

suponho que seja a derrota de mim sobre mim

mas já sem a ilusão de que este caminho eu sei jogar



publicado por agoraeu às 23:19
link do post | comentar | ver comentários (3) | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2008
o silêncio



publicado por agoraeu às 00:15
link do post | comentar | ver comentários (3) | adicionar aos favoritos
|

about you

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

Fernando Pessoa

o lugar comum, a empatia e a inutilidade do tempo para tudo aquilo que tem de permanecer



publicado por agoraeu às 00:09
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
...

And sometimes it happens that you are friends and then
You are not friends,
And friendship has passed.
And whole days are lost and among them
A fountain empties itself.

And sometimes it happens that you are loved and then
You are not loved,
And love is past.
And whole days are lost and among them
A fountain empties itself into the grass.

And sometimes you want to speak to her and then
You do not want to speak,
Then the opportunity has passed.
Your dreams flare up, they suddenly vanish.

And also it happens that there is nowhere to go and then
There is somewhere to go,
Then you have bypassed.
And the years flare up and are gone,
Quicker than a minute.

So you have nothing.
You wonder if these things matter and then
As soon you begin to wonder if these things matter
They cease to matter,
And caring is past.
And a fountain empties itself into the grass.


Brian Patten



publicado por agoraeu às 19:18
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

surrealismo inconsciente

Miró

 

passa-se mais tempo a tentar perceber do que a tentar gostar

um dia descobre-se que a primeira é instintiva e a segunda é racional



publicado por agoraeu às 18:51
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 14 de Setembro de 2007
Stuck

Soa a camião desgovernado na segunda circular, mesmo antes de chegar ao nó do campo grande, às seis da tarde… com a agravante de sermos espectadores da nossa desgraça em câmara lenta e em silêncio



publicado por agoraeu às 11:47
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 29 de Agosto de 2007
...

a vida perfeita, a casa perfeita, o homem perfeito, o telemóvel perfeito, o carro perfeito, o filho perfeito, a televisão perfeita...

o que lhe faltava? ...um orgasmo

 

engraçado isto das aparências,

na verdade salta à vista as frustrações, esta ou outras, esconde-se sempre na excessiva vontade de mostrar



publicado por agoraeu às 20:55
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

És feliz?

Sim, ocasionalmente...

e ocasionalmente não...

nas outras ocasiões vivo a vida que me calhou...

 



publicado por agoraeu às 20:40
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 2 de Julho de 2007
comunicado idiota que só interessa a mim

de repente lisboa tornou-se uma aldeia pequena

e indiscretamente tornámo-nos voyeurs de um mundo que não é real,

mas como em qualquer coscuvilhice sussurrada entre dentes, a verdade há-de ser sempre só meia

 espremendo tudo,o que importa salientar é que a intenção nunca foi magoar ninguém, mas alguem vai ter que me desculpar, muito menos foi me magoar, com certeza vou ter que me desculpar também

entre uma coisa e outra cansei-me um bocado disto

como para sempre e para nunca são palavras difíceis neste dicionário, não vou dizer adeus, vou só virar as costas e continuar a andar



publicado por agoraeu às 07:37
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

...

 

...procura-se insistentemente!

às vezes encontra-se, às vezes não

mas dizer que a vida é uma puta é bem melhor remédio que deixar que a vida nos faça umas putas



publicado por agoraeu às 07:01
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 24 de Junho de 2007
definição de medo

promessas feitas em silêncio e de olhos fechados:

prometo não fugir de ti, se prometeres não fugir de mim



publicado por agoraeu às 21:10
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 14 de Junho de 2007
insónias

5h da manhã... outra vez...

hoje acordei com a tua voz a tocar em mim,

com os teus olhos a tocarem em mim,

com os teus braços a tocarem em mim...

pelo menos em sonhos pode-se ter a presunção de acreditar naquilo que nos dá jeito ao coração.



publicado por agoraeu às 05:19
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 23 de Maio de 2007
real

Estranhos sentimentos que nos habitam nos cantos escuros do coração,

como objecto de potencial valor esquecido numa casa que se pensa vazia,

encostaram-se por lá entre a insistência e a desistência.

Hão-de lá ficar até que o tempo os leve?

Fazer que sim é viver num mundo menos irreal que este...

Porquê?

Porque talvez já se tenha aprendido que os sonhos nos consomem a pele e a alma,

e se tenha aceite que não há empatias perfeitas, só gente torta que tropeça em nós...

Tretas??

Mais umas quantas...



publicado por agoraeu às 13:08
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 21 de Maio de 2007
Deixa que a moral da história te acerte em cheio na cara

"Era uma vez um homem que vivia segundo o princípio do máximo lucro. Tinha descoberto há muito tempo que quase não precisava de dormir, que podia comer as suas refeições à frente do computador e que a maioria do contacto social era inútil. O seu casamento tinha acabado há muito tempo e não via os seus pais há dois anos.
Era uma vez um homem que vivia segundo o princípio do máximo prazer. Tinha descoberto há muito tempo que não fazia sentido perseguir o sucesso, que o tempo e esforço investidos não coincidiam com os resultados e que as pessoas que conhecia na rua eram todos os amigos de que precisava. A sua mulher tinha-o deixado e quase nunca falava com os seus pais.
Um dia, o homem 1 esbarrou com o homem 2 enquanto corria pela praça. Por um breve instante, os seus olhares cruzaram-se e sentiu-se no ar uma pontinha inveja mútua. Do outro lado da praça, sem que nenhum dos dois tenha reparado, um casal acabava de almoçar num restaurante. Beijaram-se felizes e ambos voltaram ao trabalho."

Tirado do Le Cool

 

Para dizer que me despedi de um qualquer lucro que há muito não me dá prazer, se me quiserem encontar estou na rua augusta a vender quinquilharias ou numa rua do chiado a roubar beijos a quem me faz feliz...



publicado por agoraeu às 12:37
link do post | comentar | ver comentários (4) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 15 de Maio de 2007
...

inútil: inverso de útil

útil: que serve para alguma coisa

palavras que já não nos servem em nada, pessoas que já não nos servem para nada: inúteis

a acreditar nisto, melhor cortar as duas pernas e mesmo assim continuar a andar

 



publicado por agoraeu às 21:52
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 8 de Maio de 2007
...

outras músicas:

http://www.ouvidosnasorelhas.blogspot.com/



publicado por agoraeu às 13:46
link do post | comentar | ver comentários (5) | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 30 de Abril de 2007
tempo

...quarta dimensão que escala pessoas



publicado por agoraeu às 00:18
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

...

enchem-se os dias de gente, gestos de gente, palavras de gente, calores de gente, mundos de gente que se gosta muito muito ou muito pouco

mas gente que mergulha bem fundo, nos toca na alma, e que num momento nos faz gente somente daquilo que somos... dessa gente não há muito por aí



publicado por agoraeu às 00:10
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 7 de Abril de 2007
felicidade

Ela conhecia tão bem as ruas da sua cidade, mas todos os dias percorria aquele caminho, talvez porque da avenida larga que seguia, gostava de espreitar por um tal beco estreito e sem saída. Havia dias que ganhava coragem e dobrava aquela esquina.

Lá ao fundo aparecia sempre aquela parede de tijolo vermelho. Às vezes parecia-lhe enorme, outras em bicos de pés quase poderia ter espreitado, invariavelmente, fitava-a imóvel.  Sabia o que existia por trás, já lá tinha estado, mas já não se lembrava com clareza de todos os cheiros, de todas as cores.

Havia ocasiões que encontrava uma raposa em cima do muro, o bicho olhava para ela com olhos incompreensíveis: Que fazia aquele ser inteligente ali, mais uma vez?

E ela pensava: De que lhe valia uma raposa? Uma raposa não lhe poderia estender a mão para trepar, ou descrever-lhe o que se passava naquele outro cenário que não via.

Um dia encontrou um menino trocista, sentado com uma perna de cada lado de dois espaços que não se tocavam, como cavalgando algo que ela não dominava, parecia-lhe tão confiante assim, a contemplar um mundo, que instintivamente soube que ambos sonhavam não ser duro e frio e opaco . Sumidamente, na voz mais doce que tinha, no tom mais forte que conseguia, pediu-lhe: - Psst, que fazes aí? Ajuda-me a subir.

Ele olhou-a incrédulo, já a vira surgir vezes sem conta, mas não tinha a certeza de ela ser capaz de o ver ou ouvir, talvez por sentir demais, como ele. E estendeu-lhe os braços, mas nem os maiores braços do mundo a conseguiriam alcançar de tão alta que aquela parede escura se fizera.

Cansados ficaram um momento a observarem-se, e pela primeira vez, em muito tempo, viram o mesmo, reflectidos, numa ilusão que duraria o tempo que quisessem.

Por fim, ele triste e zangado,cobrou-lhe: - Já estou aqui há tanto tempo, porque não saltaste enquanto o muro era muito menor que nós?

- Não sei, se calhar estava a olhar para trás - respondeu-lhe, sem pensar. E ele calou-se, sabia o que era ter os olhos turvos de incertezas.

- Salta tu para esse lado! - disse-lhe em desespero, irritada, e na esperança que ele murmurasse suavemente: Sem ti não faz sentido...

 



publicado por agoraeu às 02:18
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 5 de Abril de 2007
...

Talvez as pessoas sejam como as músicas,

umas saem-nos dos ouvidos...

E outras não cansamos de ouvir em repeat

 

excerto de uma que descobri há pouco tempo, escondida, como convém a tudo o que é bom:

 

"...

Quem me dera, ao menos uma vez,
Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente

..."

(índios, the gift, original legião urbana)

 

Talvez aqui se continue a escrever a banda sonora desta vida,

a tocar neste botão em pause, em repeat, até que a exaustão me vença!!



publicado por agoraeu às 10:35
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 25 de Março de 2007
...

Roubei do blogue de um amigo de uma amiga... não resisti, porque de tantas coisas que nos tocam, há umas que nos tocam mais...

"Ilusión

Había una vez un campesino gordo y feo
que se havía enamorado (?cómo no?)
de una princesa hermosa y rubia...

Un día, la princesa - vaya usted a saber por qué -
dío un beso al feo y gordo campesino...

y, mágicamente, éste se transformó
en un esbelto y apuesto príncipe.

(Por lo menos, así lo veía ella...)
(Por lo menos, así se sentía él...)"

 



publicado por agoraeu às 17:14
link do post | comentar | ver comentários (4) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 17 de Março de 2007
31

Tempo: ciclicamente constante, olhar malicioso, ar trocista. Porque não envelheces?

Não sei se me ria também ou se espere por ti com desdém!



publicado por agoraeu às 14:00
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

heterônimos e tentativas inúteis de perceber seja o que for

Às vezes tenho ideias felizes,
Ideias subitamente felizes, em ideias
 
E nas palavras em que naturalmente se despegam... 

Depois de escrever, leio... 
Por que escrevi isto?
Onde fui buscar isto?
De onde me veio isto? Isto é melhor do que eu... 
Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta 
Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?...

 (Álvaro de Campos)



publicado por agoraeu às 02:22
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

amor

encontrou-se escrito num livro de solidão,

sentou-se ao lado de um estranho qualquer,

sonhou que o estranho lhe dava a mão,

alimentou-se de beijos há muito esquecidos,

marcou-se com ferro, apagou-se com pó

...perdeu-se num destino que não era o seu.



publicado por agoraeu às 02:18
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 2 de Março de 2007
...

Hoje gostava de nascer árvore com os pés cravados no chão, com a certeza que é aqui que me vou encontrar, sempre. Ou ser pássaro e não pousar no chão, ver de cima sem nunca me aproximar.

Hoje gostava de ser inteligente para perceber o resto, resto de contas que fazemos de cabeça e que nunca dão número certo. Ou burra, felizmente burra, para não me tentar perceber, a mim.

Hoje gostava de virar as costas a um nevoeiro cerrado que já não importa entender, morreu, como partes de mim, lá atrás. Ou olhar de frente, para ti, e escutar, e sentir e gritar... Foda-se, és tu aí? Sou eu aqui?



publicado por agoraeu às 15:31
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

Células e estatísticas

A propósito do dia dos namorados, no outro dia vinha numa credível revista, uma reportagem que dizia mais ou menos assim:

Não nos apaixonamos à primeira vista;

A paixão desaparece ao fim de 1 a 3 anos;

O amor só acontece ao fim de um ano de relacionamento.

 

Isto tudo, cientificamente falando!

Pergunto-me: Porque não dizerem ao fim de quanto tempo o amor acaba?

É que iam ajudar bastante uma nova geração ingénua e inexperiente. Cientificamente falando, claro!



publicado por agoraeu às 15:25
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007
Mau feitio

Há adjectivos que se colam a nós, e há pessoas que os usam como se fossemos seres objectivos dentro de um dicionário.

Mas as pessoas não são palavras, aquilo que dizemos é tão variável no tempo que não nos pode construir.

E depois vêm os nossos actos, quase sempre contrários a frases que cuspimos para não nos chegarem ao coração. E esses? São reflexos de nós?

Não sei... felizmente há pessoas com olhos na alma. 



publicado por agoraeu às 18:38
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 13 de Fevereiro de 2007
coragem gasta pelo tempo

Pó cinzento e parte de ti voou com o vento,

talvez tenha sido a força da tua mão que agarrava a vida,

e deixei-te ficar assim a segurar a minha,

e porque a tua coragem já não faz ninguém feliz,

desviei-me... o teu calor já não está lá para o sentirmos,

mas espanto-me com a coragem dos homens que amo,

e sinto falta de os ouvir sorrir.

 



publicado por agoraeu às 22:55
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007
...
When I was young, it seemed that life was so wonderful,
a miracle, oh it was beautiful, magical.
And all the birds in the trees, well they'd be singing so happily,
joyfully, playfully watching me.
But then they send me away to teach me how to be sensible,
logical, responsible, practical.
And they showed me a world where I could be so dependable,
clinical, intellectual, cynical.

There are times when all the world's asleep,
the questions run too deep
for such a simple man.
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
but please tell me who I am.

Now watch what you say or they'll be calling you a radical,
liberal, fanatical, criminal.
Won't you sign up your name, we'd like to feel you're
acceptable, respecable, presentable, a vegtable!

At night, when all the world's asleep,
the questions run so deep
for such a simple man.
Won't you please, please tell me what we've learned
I know it sounds absurd
but please tell me who I am.
 
(Supertramp – Logical Song)


publicado por agoraeu às 02:25
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007
Fim da Luta
Gosto de ver-te passar
Anseio por ver-te passar
Mas eu não vou… não vou.
 
Adoro ver-te gozar
Quero ver-te gozar
Mas eu não estou… não estou.
 
Eu provavelmente morro com o fim da luta mas se te faz feliz eu paro e recomeço com um ódio de amor que não nos faça tanto mal…
Que não nos torne mais amargos e nos deixe sem dúvidas.
Eu provavelmente morro com o fim da luta, mas se te faz feliz..
 
Hoje não vamos falar
Recuso ouvir-me falar
mas eu não sou… não sou.

Forte pra te contestar
E tu queres ver-me gozar
mas eu não estou… não estou.

 

Balla



publicado por agoraeu às 14:20
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006
caminho fácil

tolos aqueles que seguiram o caminho mais fácil, um dia vão ouvir os gritos do coração que calaram, e vazios descobrir que percorreram a vida de mão dada com alguém que não querem,

tristes aqueles que subiram a montanha sozinhos, um dia vão ouvir o silêncio de correr atrás do que estava à muito perdido, e vazios descobrir que estão lá em cima, acompanhados de ninguém que não os quer

experientes aqueles que souberam ficar parados, e sábios aqueles que pararam de pensar e decidiram com o coração, com os olhos e com as mãos,

felizes aqueles que se agarraram a outras mãos, mãos que se desejam, mãos que sobem juntas, mãos que assustam mas que persistem,

poucos os que alcançaram amar e souberam ser amados



publicado por agoraeu às 01:47
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 8 de Dezembro de 2006
mif

... também conhecido por princípio

ou

"No passado está a história do futuro." -- Jean Donoso Cortés



publicado por agoraeu às 14:38
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 6 de Dezembro de 2006
fácil de entender?

"Despedir-me de ti, "Adeus, um dia, voltarei a ser feliz."
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender.
Talvez por não saber falar de cor, imaginei.
Triste é o virar de costas, o último adeus sabe Deus o que quero dizer.
Obrigado por saberes cuidar de mim, tratar de mim, olhar para mim...
Escutar quem sou e se ao menos tudo fosse igual a ti...
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender.
Eu já não sei se sei o que é sentir o teu amor não sei o que é sentir.
Se por falar, falei, pensei que se falasse era fácil de entender. É o amor que chega ao fim. Um final assim, assim é mais fácil de entender... "

(The gift)



publicado por agoraeu às 19:32
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

até breve amigo

Como se escreve ADEUS numa folha de papel?

Da mesma forma que se escreve PARA SEMPRE?

...mas sem o vestido branco, sem a valsa, sem o sorriso dos amigos, sem a pureza no teu rosto, sem a minha mão sobre a tua.

Mas como, de tão diferente?

...com lágrimas diferentes, com o mesmo abraço sentido.

...com a mesma vontade altruísta de que sejamos... felizes PARA SEMPRE... desta vez não nós, mas tu e eu.

E que num ADEUS, tantas vezes adiado... fique um ATÉ BREVE AMIGO.



publicado por agoraeu às 19:15
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 3 de Dezembro de 2006
papalagui

às vezes em ritmos para lá do silêncio das palavras, fechamos os olhos e apetece-nos roçar o corpo áspero da vida, suave de sonhos, em alguém que talvez se dispa, mas o tempo pára e suspeitamos que a magia foge, frases disléxicas cortam-nos ao meio... estranho. depois fazemos de conta que não importa, andamos por aí disfarçados como se a vida fosse um carnaval, os metros de palavras que enrolamos à volta de corpos sempre iguais tomam conta de nós, não somos o que vêem, espelhos distorcidos e almas banais



publicado por agoraeu às 12:22
link do post | comentar | ver comentários (3) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006
...

as escadas cá de cima lá para baixo

cá em cima, longe demais, não se vê nada lá para baixo,

cá em baixo, perto demais, também não,

alguém ouviu o silêncio das músicas a entrarem dentro de mim?

ninguém ouviu o estrondo do pó a cair?

se calhar fui só eu que vi as nuvens gordas a sorrir, lá em cima... nevoeiro afinal, perto demais

não importa, eu senti!



publicado por agoraeu às 01:56
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 29 de Novembro de 2006
pois

a tua pequena dor
quase nem sequer te dói
é só um ligeiro ardor
que não mata mas que mói

é uma dor pequenina
quase como se não fosse
é como uma tangerina
tem um sumo agridoce

de onde vem essa dor
se a causa não se vê
se não é por desamor
então é uma dor de quê?

não exponhas essa dor
é preciosa é só tua
não a mostres tem pudor
é o lado oculto da lua

não é vicío nem custume
deve ser inquietação
não há nada que a arrume
dentro do teu coração

talvez seja a dor do ser
só a sente quem a tem
ou será a dor de ver
a dor de ir mais além?

certo é ser a dor de quem
não se dá por satisfeito
não a mates guarda bem
guardada no fundo do peito.

 

Rui Veloso & Carlos Tê



publicado por agoraeu às 23:35
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 24 de Novembro de 2006
to an old friend, faded hero, orange sky

So what if your heroes changed their minds
And all you thought was right flew out the window
And all you based your life on wasn't real

So what if your hero sells its soul
And all your wildest dreams seem dull and dreary
And all your secret thoughts seem cheap and lonesome

What you going to do so all alone now

Singing to the birds
Singing to the birds
Singing to the birds
Singing

So what if your hero fades away
And all the things you thought were orange were gray now
Who is it who brings you some new colors

So what if your hero never was
What you going to do
So all alone there

Singing to the birds
Singing to the birds
Singing

It's partly sunny, it's partly rain, mostly curious
Or full of pain
You could learn to love yourself
Singing to the birds

And what if your hero never was
And all the time you wasted wasn't real
And all your wounds decided just to heal
And all your wildest dreams were full of color
And all your secret thoughts belonged to you
What you going to do so all alone here

Singing to the birds
Singing to the birds
Singing to the birds
Singing

It's partly sunny, partly rain, mostly curious or full of pain
You got to learn to count on someone
'Cause it's mostly pain
And it's kind of curious when it rains and
You could learn to love yourself
You could learn to love yourself
You could even learn to be yourself
Singing to the birds

(Lisa Germano)

 

lá atrás exitem mil eus e eles...  nem eu os distingo

 



publicado por agoraeu às 20:30
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 23 de Novembro de 2006
triângulo equilátero

antes de partir é preciso pedir que nos devolvam as caixas com aquilo que somos,

que não cabendo dentro de nós confiamos nas mãos daqueles que são nossos amigos,

e na incapacidade de pedir, permanecemos assim,

linhas exteriores, abraçadas, presas por pontos,

e no meio espaço em branco, escrito de tanto, riscado por nada.



publicado por agoraeu às 22:16
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

...

na força herdada daqueles que são muito mais fortes que eu,

na revolta das injustiças que a vida traz àqueles que amo,

descubro que talvez a loucura delirante dormente, seja só uma forma de nos escondermos,

faz-de-conta quando a vida e o medo são maiores que nós



publicado por agoraeu às 22:08
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

...

e de repente em tanto tempo, aqueles que um dia foram falsamente muito, passam a ser menos que nada, não por mágoa mas porque assim o quiseram,

e os outros, que tantas vezes passaram distraidamente, conquistam espaços há muito proibidos em mim, abraçam-me na vontade que fiquem,

e na tristeza de já não me sentir triste com a frieza disto tudo, na ironia que só eu conheço, nunca como antes sigo em frente, olho ao fundo, mudo mas permaneço eu,

porque finalmente acredito que o caminho que percorri serviu para chegar aqui... ao que tenho, muito mais que aqueles que comodamente morreram sem lutar



publicado por agoraeu às 21:59
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 7 de Novembro de 2006
...

Com um pé em cima de algo escorregadio,

se num lugar mais fácil o atrito me fere o corpo,

na dúvida de pôr a mão segura naquilo que foge,

e os mesmos olhos se enchem de frio,

compreensão em desiquilíbrio,

permaneço assim e nem sei se quero.



publicado por agoraeu às 14:05
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 1 de Novembro de 2006
hoje
sossega-se o coração, há dias assim em que não nos decepcionamos com nada, não estamos tristes, não rimos, mas sorrimos. seremos tristes? ingénuos adormecidos? e abraçamo-nos com quem nos sossega o coração.


publicado por agoraeu às 14:26
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

plagiado vezes demais

em memória de todos os meus poetas mortos:

"...e de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."

Miguel Sousa Tavares



publicado por agoraeu às 14:09
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

agora que eu se tornou público
objectivo tenta-se perceber percebermo-nos sempre gostei de saber o que os outros dizem mas nunca gostei muito que enfiassem o nariz dentro dos meus pulmões defeito logo igual a quase toda a gente inverte-se o conceito logo parvo de um blog como este que supostamente deveria ser privado e foi até de mim quando apagava aquilo que não queria ver mas deixou de ser talvez porque na verdade não tenho nada a mostrar e também não importa muito o que não pensem estado a que se chega quando na realidade não estando sempre bem com a vida estamos mesmo muito bem connosco subjectivo as palavras serão sempre minhas os pontos e as vírgulas serão sempre vossos... (reticências)


publicado por agoraeu às 14:01
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 28 de Outubro de 2006
...

E disse-lhe ela na voz mais doce que tinha: " Vá lá, não penses tanto!"

E ele do outro lado do mundo, sorriu sem ela ver, e perguntou-se: "Pensar em quê?"

Não estava a pensar, dormia, com os olhos abertos mas vazios, olhava para dentro e sem saber se sentia, cansado do mundo, dormia.

Talvez como num adeus quando alguém muito triste lhe disse: "Deitavas-te aqui todas as noites, mas não dormias comigo". Desculpa, também eu já dormi, não durmo mais.

E ela seguiu o mesmo caminho que seguia sempre e depois um outro, um deles por obrigação, o outro longo e sozinho como ele. Mas ela continuou a sonhar: "Pensar para quê?"

E por cada noite que atravessava, por cada música que chorava, por cada tristeza que o devorava, ele gritava: "Sonhar para quê?"



publicado por agoraeu às 17:00
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 26 de Outubro de 2006
...

as amizades que fazemos por aí, coisas estranhas, fenómenos loucos em pessoas anormais,

a verdade é que ao fim de trinta anos ainda não tenho meio termo,

empatias ou apatias, para mim só há dois tipos de cores,

os arco-íris e os transparentes,

fascino-me por uns e os outros passam-me ao lado,

mas mesmo aqui ao lado, é que nem os vejo, com certeza também não me vêem a mim...



publicado por agoraeu às 21:01
link do post | comentar | ver comentários (1) | adicionar aos favoritos
|

quantas vezes

o princípio de mim...

um monte de almofadas do lado direito da cama, três oliveiras em frente à janela, um gato meloso em frente ao chuveiro, um pacote de leite doce muito frio, o meu mundo em quatro rodas, as mesmas músicas que me perseguem.

o primeiro bom dia a alguém que não conheço e que nunca perguntei o nome, o segundo bom dia com muito mau humor seguido por muitas tentativas de um bom dia em forma de cáustica ironia.

o resto de mim... nunca igual,

hoje... um verde azulado acastanhado seguido de um cinzento, preto, muito preto, e depois... um laranja rosado avermelhado e de volta ao preto, muito preto...

e sempre as mesmas perguntas...

quantas vezes mudamos no mesmo dia? quantos meses permanecemos iguais?

quantas vezes se consegue percorrer a mesma ponte, com os pés fora do chão, sempre com as mão abertas para perdoar, e com os olhos fechados para esquecer?

quantas vezes nos podemos apaixonar por pessoas diferentes, se nós já não somos os mesmos? quantas mais vezes, pessoas banais nos acharão especiais, quantas mais pessoas especiais nos acharão banais?

quantas mais mágoas doces, azedas saudades de tudo o que há-de vir?

e quantas vezes mais morreremos, antes de abrirmos os olhos?



publicado por agoraeu às 20:33
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 24 de Outubro de 2006
incoerente

Talvez volte para os meus lápis de cor e para as minhas folhas brancas, quantos megas cabem nesta coisa?

E quando ficar cheia/cheio vai para o lixo?



publicado por agoraeu às 22:17
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Pastora de girafas e pescador de sereias

Momentos positivos, momentos negativos, hoje estou a meio vão de cabeça para baixo, nem isto faz sentido, amanhã talvez fuja para um apoio, mais seguro, fendilha em cima mas não caio, mas depois tem aquela merda do esforço de corte, ou será normal?

Ou talvez deva usar um coeficiente de segurança muito grande, muito maior que o regulamentar, para tudo o que é permanente e muito maior para o que não é, esquecer as combinações raras e calcular todos os deslocamentos para os estados limites últimos e esperar o vento, a neve, o calor e o frio.

Acção, reacção, há muito que não se anulam, mas então onde está o equilíbrio disto tudo? Nunca esteve, se já partirmos do principio que uma compressão diminui uma tensão numa situação composta, e que quanto maior é a inércia, mais podemos aumentar o momento mas menos conseguimos flectir, e que tudo é calculado automaticamente sem senso até à terceira casa decimal.

Hiperstática, hipostática, alguma vez isostática? Na verdade eu também não percebo nada, mas devia, já ando nisto à algum tempo, se calhar tornei-me um mecanismo. Fica o consolo de saber que se cair nem chegou a ser uma grande obra de arte, e esperar que desta vez não me caia em cima da cabeça.

Tudo isto para dizer que me tornei uma péssima profissional, da minha vida, recebo pouco, esforço-me pouco!

 



publicado por agoraeu às 21:40
link do post | comentar | ver comentários (3) | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 23 de Outubro de 2006
...

aquilo que não consegui escrever...

seguraste o meu sorriso nos teus lábios



publicado por agoraeu às 18:25
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 21 de Outubro de 2006
sinopse

...as palavras que se dizem e que se escrevem,

bonitas frases feitas que no mundo real não sentem nada,

prosa banal que só tem sabedoria em bocas puras, em ouvidos inocentes,

OU ENTÃO, durante hora e meia, TENTAR VER TUDO AO CONTRÁRIO...

"The Shadow Dancer",

as asas partidas, a chuva e o vento,

e ficar lá, enquanto se pode...

...pretensiosamente simples!!



publicado por agoraeu às 13:17
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 19 de Outubro de 2006
os doces e os amargos

sem dúvida...

se nos desatássemos a lamber uns aos outros, talvez chegássemos à conclusão que nem todos são o que parecem...

I like your taste!!!



publicado por agoraeu às 02:10
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 15 de Outubro de 2006
Ausência

"...A partir de então tudo o que sei é que me pus ao espelho da casa de banho a barbear-me com a passividade de quem está a barbear um ausente – e foi ali. Sim, foi ali. Tanto quanto é possível localizar-se uma fracção mais que secreta de vida, foi naquele lugar e naquele instante que eu, frente a frente com a minha imagem no espelho mas já desligado dela, me transferi para um Outro sem nome e sem memória e por consequência incapaz da menor relação passado-presente, de imagem-objecto, do eu com outro alguém ou do real com a visão que o abstracto contém. Ele..."

José Cardoso Pires, De Profundis, Valsa Lenta

 

Decisão minha ou não, à algum tempo que lá atrás tudo se tornou nevoeiro... não foi lesão no cérebro, deve ter sido noutro sítio qualquer,

vou à procura d'ela... já volto!!



publicado por agoraeu às 21:56
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sexta-feira, 13 de Outubro de 2006
just bones

...e tirei o esqueleto do armário

 

Se tanta gente, partilha tanta coisa, com tantos outros tão pouco intimos,

e o fazem com tanto amor, com tanto ódio, com tanta dor, com tanta raiva...

 

aqui fica um escaganifobético de mim

(esta palavra não existe, quando a escrevem no word diz: adicionar ao dicionário ou ignorar tudo)



publicado por agoraeu às 12:35
link do post | comentar | ver comentários (2) | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 9 de Outubro de 2006
...

Hoje estou zangada.

Porque estou cansada que o vazio me abrace, estatelado em muros que já não consigo subir.

Porque me prendo a esta gente estranha e complicada, que se julga melhor, mas na realidade não percebe, não vê, não sente.

Mas, principalmente, porque esbarramos uns nos outros em tempos diferentes, e talvez por isso nunca nos cheguemos a encontrar.

Por hoje... desisto...

 



publicado por agoraeu às 01:58
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 5 de Outubro de 2006
Ben Harper live at atlântico

I'm a living sunset
Lightning in my bones
Push me to the edge
But my will is stone

Cause i believe in a better way

Fools will be fools
And wise will be wise
But i will look this world
Straight in the eyes

I believe in a better way
I believe in a better way

What good is a man
Who won't take a stand
What good is a cynic
With no better plan

I believe in a better way
I believe in a better way

Reality is sharp
It cuts at me like a knife
Everyone i know
Is in the fight of their life

I believe in a better way

Take your face out of your hands
And clear your eyes
You have a right to your dreams
And don't be denied

I believe in a better way
I believe in a better way
I believe in a better way



publicado por agoraeu às 00:51
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Segunda-feira, 2 de Outubro de 2006
directa

Irritam-me as pessoas dissimuladamente inseguras, 

entenda-se estas como aquelas, que por não se sentirem confortáveis com o que o que sentem por si, com o que os outros sentem por elas, fazem por aí uma algazarra silenciosa de me dar a volta ao estômago.

 

Não suporto a fraqueza hipocritamente cruel, ou melhor magoa-me,

também tenho as minhas inseguranças, pois claro, sou humana, mas não ando para aí a atropelar ninguém à conta disso, e a verdade é que agora passou-me um veículo por cima, não diria um camião, mas assim um carrito modesto.

 

Enfim...

soubessem as pessoas colocarem-se no exacto local em que devem estar, ou seja, no presente e não num passado que não é delas, e claro está, vice-versa... talvez fossem mais felizes e não chateavam ninguém.



publicado por agoraeu às 00:25
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quarta-feira, 27 de Setembro de 2006
irreal

quais marionetas, num teatrinho inconsequente,

puxei-te os cordelinhos e dançaste comigo... 

 



publicado por agoraeu às 00:59
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Sábado, 23 de Setembro de 2006
ao porthos, ao athos

 "...não, hoje não foi um dia mau, foi só um dia em que me fugiu a coragem, amanhã vestirei de novo a armadura da hipocrisia..."

 

...e seguiu-se o silêncio,

mas desta vez o silêncio não gritava!

 

assim como no amor, a amizade não encolhe,

não se adia, não se pede, não se esconde, não se mente, não se cala, não se perde...

ou é ou não é. SIMPLES, não?



publicado por agoraeu às 02:32
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 30 de Julho de 2006
pedrinho

"...deixa lá isso não interessa, aquilo que realmente importa é 'isto'...",

e pega no filho ao colo...

E calou-me...



publicado por agoraeu às 23:29
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 23 de Julho de 2006
de mim

de ti

falar de ti

deveria falar de ti

deveria apetecer-me falar de ti

porque deveria apetecer-me falar de ti

 

não...

decepcionaste-me, entristeceste-me, encheste-me, esvaziaste-me, irritaste-me, cansaste-me, aborreceste-me, fartaste-me...

 

e na falta de palavras: encolho os ombros, levanto o sobrolho, franzo a testa, faço um sorriso mais ao menos a direito e... óh!!

Que importância tem?

 

Porque não?

Porque vendo bem, olhando para trás de mim, para antes de nós,

DE TI?



publicado por agoraeu às 13:13
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 25 de Junho de 2006
this side up

 com tanta mudança em tão pouco tempo,

  com mãos tão desajeitadas a carregarem-me,

  não sei como ainda não parti,

  ...se calhar o conteúdo não bate com a caixa.



publicado por agoraeu às 23:17
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 7 de Maio de 2006
angel

porque me prendes?

porque em tantos anos, parte de mim és tu

e o dia em que te deixar partir, parte de mim partirá ...

e tenho medo...

levarás o melhor de mim.



publicado por agoraeu às 22:21
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Terça-feira, 2 de Maio de 2006
tatuada

as pessoas que amei tatuam-se em mim, marcas mais ou menos felizes, cicatrizes de feridas que só doem quando se toca, pormenores estampados na minha memória

 

...de ti lembro a forma como me punhas o braço por cima dos ombros, me apertavas contra ti e rias, de puro prazer de seres dono daquilo que mais querias

...de ti lembro a forma como olhavas fixamente nos meus olhos e sorrias trocistamente, por saberes como me irritava a forma como me lias a alma

 

gostava de ser diferente, de não me deixar prender tanto por coisas que já não são minhas, mas sou assim.... e tornei-me assim... protejo-me, escondo-me, amedronto-me, fujo...

 

talvez por isso desenhei em mim um caminho, para a frente, para trás, num lugar escondido, que só se vê quando o vento me bate na cara...



publicado por agoraeu às 23:45
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Domingo, 2 de Abril de 2006
advertência

para que me lembre no futuro,

para quem por aqui tropeçar.

adverte-se:

esta que aqui está não sou eu

...

não que seja importante,

de facto não me conheço, não me reconheces

...

é, talvez só: um bocado desvairado, deturpado, disfarçado, descentrado, definitivamente egocêntrico de mim



publicado por agoraeu às 03:23
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

Quinta-feira, 9 de Março de 2006
agora eu

agora:

fragmento de tempo finito,

momento constante, instante real incessante,

aquilo que é, aquilo que fui, aquilo que serei,

presente, presença impresente, bocado ausente consciente,

fragmento de espaço mutável

...eu



publicado por agoraeu às 02:45
link do post | comentar | adicionar aos favoritos
|

.mais sobre mim
.pesquisar neste blog
 
.Novembro 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


.posts recentes

. ...

. ...

. I'd Rather Dance With You

. 32 e a estatística próxim...

. ...

. ...

. o silêncio

. about you

. ...

. surrealismo inconsciente

. Stuck

. ...

. És feliz?

. comunicado idiota que só ...

. ...

. definição de medo

. insónias

. real

. Deixa que a moral da hist...

. ...

. ...

. tempo

. ...

. felicidade

. ...

. ...

. 31

. heterônimos e tentativas ...

. amor

. ...

. Células e estatísticas

. Mau feitio

. coragem gasta pelo tempo

. ...

. Fim da Luta

. caminho fácil

. mif

. fácil de entender?

. até breve amigo

. papalagui

. ...

. pois

. to an old friend, faded h...

. triângulo equilátero

. ...

. ...

. ...

. hoje

. plagiado vezes demais

. agora que eu se tornou pú...

.arquivos

. Novembro 2008

. Agosto 2008

. Junho 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

.Fazer olhinhos
blogs SAPO
.subscrever feeds